Arquivos da categoria ‘Cultura’.

Desmistificando: Moda agender

por Nathália Biancalana

De tempos em tempos a moda sofre alternâncias significativas devido a movimentos culturais e comportamentais ocorridos na sociedade, deixando de ser um fenômeno estético frívolo, para se tornar uma forma de expressão cultural, social e comportamental de uma época.

Atualmente, o movimento #agender, #nogender, #genderless, ou como preferir, vem dominando o universo das passarelas e do street style, como exteriorização de uma sociedade que grita pela liberdade de gênero, visto que agender significa gênero neutro, unissex.

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Esse movimento nada tem a ver com orientação sexual e tão pouco com identidade de gênero, é uma proclamação para a liberdade de escolha, um berro pela libertação da cultura obsoleta de divisão de gêneros, resquícios de uma civilização soberana sexista e preconceituosa. Esse movimento surge portanto, como um contraponto à voga reinante.

Diversas grifes apresentaram em suas coleções a moda #nogender, como: Gucci, Prada, Armani, Louis Vuitton, Jean Paul Gaultier, Margiela, Rick Owens (que inclusive foi além e quis chocar, criando um vestuário masculino em que o pênis dos modelos ficavam à mostra em seu desfile de inverno 2016 em Paris), Baja East, Barneys, Selfridges, Zara, C&A, Melissa (que criaram a linha unissex da sandália Flox e do oxford Dance Machine), entre outras. Porém, nem todas obtiveram êxito (no meu ponto de vista, obviamente). É notório um comportamento receoso nas campanhas publicitárias das marcas, como se não bancassem e não acreditassem no que dizem e vendem!! Por exemplo, em vez de vermos saias em homens, fica aquela coisa batida de não querer ousar em decorrência do medo que esse burburinho irá causar, resultado: Aquela coisa morna, sem vida, tediante, esperada. Quem foi contra essa maré insossa foi sem dúvida a Baja East, achei a campanha incrível!

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Gucci

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Zara

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Comme des Garçons

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Baja East

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Rick Owens

Mas no final, qual o mood dessas roupas?!? A maioria é minimalista, com corte reto, sem ser ajustada ao corpo, possibilitando assim, ser usada por ambos os sexos.

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Pensando pelo lado histórico, esse movimento acontece desde 1915. Devido a Primeira Guerra Mundial, inúmeros estilistas introduziram referências masculinas e militares em suas coleções femininas. Jaquetas e conjuntos de corte largo/reto e sóbrio eram muito usados pelas mulheres na época, inclusive calças, macacões e jardineiras eram exibidos por mulheres durante o trabalho árduo nas indústrias, hospitais e campos. Coco Chanel e Yves Saint Laurent foram os verdadeiros precursores da liberdade do movimento feminino, prezando pelo conforto, simplicidade, funcionalidade e praticidade (mais IN do que nunca). Chanel com as calças e tailleurs inspirados em uniformes da marinha e YSL com a revolução do le smoking, lê-se terninho!

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Le smoking– YSL

O X (em maiúsculo mesmo que é pra frisar) da questão é: é mais fácil trazer elementos do guarda-roupa masculino para nós mulheres do que o contrário. Sim, isso é uma afirmação. Agora surge o questionamento, por qual motivo?!? Acredito que seja pertinente colocar em pauta o fato de apresentarmos uma estrutura física diferenciada, e, claro, o homem têm pênis, gente, isso faz volume, logo, as calças necessitam ter um shape reto. Ok, seguímos adiante, o fato é que os Homens se negam a usar determinadas cores e roupas (saia, por exemplo) por acreditarem realmente que terão sua masculinidade e virilidade abalada, em outras palavras, eles acreditam que isso é coisa de homossexual! Sim, salvem exceções (vocês de fato fazem a diferença no mundo, mas a regra não é feita de exceções), esse é o grande problema que a sociedade enfrenta, essa vinculação oca de orientação sexual com costumes arraigados e isso não se restringe ao universo da moda, vai muito além disso, as separações por gênero incluem brincadeiras na infância (aquela separação tosca, menino brinca de carrinho e menina de casinha e boneca) profissões e mais um monte de comportamentos extremamente retrógrados.

A critério de curiosidade, os homens usam saia bem antes do que as mulheres! SIM, esse fato procede. Em Roma, os homens tinham costume de usá-las, pois era uma maneira de deixar as pernas robustas à mostra, visto que elas representavam os pilares da força. “Os gregos e romanos usavam túnicas, o que quer dizer, saias. Povos de regiões montanhosas como os escoceses e os gregos modernos usam o que são, na verdade, saias. Mulher do Extremo Oriente e do Oriente Próximo usavam calças.” (A Roupa e a Moda- James Laver).

Rosa era cor de menino bem antes de ser de menina. Homem usava maquiagem, meia-calça e salto-alto (Luís XIV não me deixa mentir). Os homens eram muito mais adornados do que as mulheres, usavam laçarotes, fitas, meias de seda, perucas, pó branco, etc. E sabem por qual motivo as mulheres apareceram extravagantes?!? Pois era uma maneira de os homens ostentarem riqueza através de suas esposas.

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Onde eu quero chegar com tudo isso?!? É simples, na liberdade de expressão. Chega de achar um absurdo o boy do lado de salto-alto, você não gosta, ok, cada um na sua, mas nada de ficar fazendo juízo de valor embasado em ignorância. Sim, era isso o que eu pretendia com esse post e o que eu pretendo diariamente com esse blog, informar, passar aquilo que eu aprendi e aprendo diariamente, tirar as pessoas da escuridão, que seja uma pessoa se quer, isso já me faria extremamente feliz. Acredito no potencial que a moda possui de se comunicar , ela é um verdadeiro catalisador de movimentos históricos, étnicos, culturais, sociais e comportamentais. Moda não é um mundo oco, oca é a sua ignorância!

No mais, segue fotos para nos inspirarmos!

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Marc Jacobs

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Baci

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Na cabeceira: 4 livros de moda

por Nathália Biancalana

Olá, hots!

Hoje é segunda-feira e nada melhor do que começar a semana com um livro novo! Pensando nisso, fiz uma seleção de 4 livros de moda que eu amo e indico de olhos fechados! Olhem só:

1- Confidencial: Segredos de Moda, estilo e bem-viver- Costanza Pascolato

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Inicio com um dos meus livros prediletos, que narra a trajetória de moda da matriarca de estilo Costanza Pascolato. A italiana dá dicas e truques fundamentais de disciplina e elegância. Além de abordar assuntos de beleza, simplicidade e claro: viagens! Seus ícones de estilo?!? Diana Vreeland (amo) e Chanel!

“Nunca me senti diminuída por não poder dirigir nada melhor do que um fusca quebrado. Não me sinto uma pessoa melhor hoje, porque meu carro é mais bacana. O importante é fazer o melhor com o que você tem, inventar detalhes como cores fashion e cordinhas bonitinhas para alegrar a vida.”

2- A Parisiense: O guia de estilo de Ines de La Fressange com Sophie Gachet 

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Meu eterno livro de cabeceira. Tenho esse livro há mais de 4 anos e ele contínua sendo consultado frequentemente. É um verdadeiro guia de moda e estilo!! Ines nos transporta para o mundo incrível que é Paris, e nos mostra como é o verdadeiro estilo da mulher made in Paris, além de dar dicas fascinantes de moda, make up e lugares que valem a pena conhecer na Cidade da Luz!!

“A parisiense adora descobrir novas grifes. Principalmente se forem criativas e acessíveis. Ela fica mais orgulhosa com uma descoberta no supermercado da esquina (sério, há peças ótimas no Monoprix!) do que por ser a primeira a possuir o último modelo de “it bag”, carérrimo, sobretudo se é vendido em lista de espera (que vulgar!). Seu guarda-roupa é habilmente composto de “coisas baratinhas”, de roupas compradas em viagens e de algumas peças luxuosas. Assim, quando usa um jeans, nunca sabemos se é Gap, Notify, H&M ou Hermès! Ela não faz o gênero de torrar todo o seu salário num must-have. Primeiro porque não tem dinheiro, e depois porque considera que tem tanto talento quanto uma estilista: por que pagar caro por uma produção que ela mesma poderia ter imaginado?A parisiense tem essa arrogância de pensar que nunca estará fora de moda. Ela não liga para a moda. Embora sempre use um pequeno detalhe provando que domina as tendências. É aí que está seu charme.”

3- Casa Gucci- Sara Gay Forden

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Itália, moda, dinheiro, sangue, traição em uma trama envolvente e verdadeira! Literalmente uma história de glamour, cobiça, loucura e morte que relata o clã da família Gucci, uma das grifes mais importantes do mundo, fundada em 1921, em Florença, na Itália. Um verdadeiro livro de negócios com um Q maiúsculo de romance. Ah, o livro menciona a trajetória de estilistas de peso dentro da grife italiana, como Tom Ford!

“Para entender Maurizio Gucci e a família de onde veio, é necessário conhecer a natureza toscana. Diferentemente dos afáveis emilianos, os austeros lombardos e os confusos romanos, os toscanos tendem a ser individualistas e arrogantes. Eles se sentem representantes do manancial de cultura e arte da Itália e são especialmente orgulhosos de seu papel de fundadores da língua italiana moderna, graças em grande parte a Dante Alighieri. São chamados por alguns de “franceses da Itália”- insolentes, auto-suficientes e fechados aos estrangeiros. O romancista italiano Curzio Malaparte escreveu sobre eles em Maledetti Toscani.”

4- Girl Boss- Sophia Amoruso

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Girl Boss conta a história da Sophia Amoruso, a mulher literalmente #vidaloka que fundou e comanda a Nasty Gal, uma companhia de 100 milhões de dólares com um escritório gigante em Los Angeles, um centro de distribuição e entrega em Kentucky e 350 empregados. O livro relata seus furtos, demissões em empregos, caronas pelo mundo à fora e claro, como surgiu a ideia de construir uma loja vintage no eBay!

A última coisa que o mundo precisa é de mais uma pessoa sem graça e mais uma marca sem graça, então aceite todas as coisas que a tornam diferente. Altere as suas roupas o quanto quiser, mas não ouse alterar a pessoa esquisita que existe dentro de você – ela te apoia tanto quanto eu.”

E aí, gostaram?!? Em breve darei mais dicas de livros de moda!

Baci

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Estilista da semana: Coco Chanel

por Nathália Biancalana

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e para mim é um dia de reflexão, de parar e pensar em tudo o que nós mulheres somos, representamos e conquistamos. Pensando nisso, resolvi fazer uma homenagem não apenas a um grande nome no mundo da moda, mas a uma grande mulher, forte, visionária, segura de si e de suas ideias irreverentes que foi responsável por notórias mudanças no universo feminino do século XX, não se limitando a revolucionar apenas o vestuário em si, mas os costumes e comportamentos sociais de uma época.

Gabrielle Bonheur Chanel, mais conhecida por Coco Chanel nasceu no dia 19 de Agosto (a perfeita leonina) de 1883 em Saumur, na França e foi uma mulher que quebrou paradigmas, criando independência para os padrões impostos.

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O homem fazia uso da sua esposa num jogo de ostentação, ou seja, uma das maneiras dele demonstrar riqueza seria através das vestimentas de sua esposa. A preocupação não era com a mulher em si, as roupas não eram criadas para elas, mas para saciar os desejos de uma sociedade machista. As roupas não proporcionavam conforto, pelo contrário, reduzia a liberdade de movimentação das mesmas, tornando-as um troféu para a sociedade.

Chanel, uma mulher astuta, percorria um caminho inverso à esse mundo de excessos, era adepta do conforto e acreditava que a simplicidade era a chave para a elegância, buscando referencias no universo masculino. Assim, Coco foi a grande responsável pela libertação feminina, através da silhueta tubular, que não evidenciava os seios, cintura e quadril, além de ser antecessora no uso da calça comprida, que até então, era coisa de homem.

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Também, foi responsável por criar a bolsa a tiracolo, com a intenção de deixar as mãos livres; o pretinho básico adotado por todas as mulheres; o cardigã; o jérsei; os sapatos sem saltos; entre outros, sempre evidenciando o lado do conforto e da praticidade.

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No mais, foi a precursora das jóias “falsas”, através de pedras artificiais, pois, ela acreditava que as jóias deveriam ser usadas como enfeite e não como uma maneira de ostentação. Sábia, não?!?

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Chanel morreu em 1971 em Paris e sem sombras de dúvidas é lembrada até os dias de hoje pela sua emancipação não apenas na moda, mas no universo feminino.

Meus parabéns a todas nós, mulheres fortes, que vivemos em busca de mais respeito e menos flores, ok, aceitamos as flores e chocolates também hahaha, se vierem vinculadas ao respeito que merecemos! Lembrando que, devemos sempre olhar para nós, para nosso estilo e gosto pessoal. É nítido que mudou a época, mas, ainda vivemos controladas por um mundo machista, no qual, os homens ditam as regras até da maneira que devemos nos vestir. Triste, mas real. Se vista para você, use o que gostar e não se deixe ludibriar.

Baci

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Estilista da semana: Elsa Schiaparelli

por Nathália Biancalana

Olá, pessoas! Estava sumida e com saudade de tudo isso.

Hoje estreia o quadro estilista da semana. Nele, quero trazer estilistas de todos os tempos, que fizeram e continuam a fazer história.

Inicio com a italiana de alma francesa Elsa Schiaparelli. A estilista nasceu no dia 10 de Setembro (oi, virginianas) de 1980 em Roma. Filha de uma família aristocrática e conservadora, Elsa era considerada a ovelha negra da família e chocava a todos com suas ideias vanguardistas, provando que não precisava ser apenas mulher, chegando a cursar Filosofia.

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Excêntrica e criativa, Schiaparelli bebia da água de escapismo e do exotismo, aliando-se a grandes artistas do movimento cubista e principalmente surrealista, como: Man Ray, Duchamp, Jean Cocteau, Salvador Dali, entre outros, que a incentivaram em suas criações bastante particulares e inovadoras. Inclusive, ela chegou a fazer inúmeras parcerias com o Dali, originando o famoso vestido lagosta (que para o artista surrealista era pouco, pois, ele desejava que o vestido fosse usado salpicado de maionese! Como assim, gente?!? Ahahaha, mas Elsa não concordou, acredito que tenha achado too much hahaha), a bolsa-telefone, o chapéu-sapato, o vestido-esqueleto, o tailleur-escrivaninha, dentre outras peças com deslocamento (conceito principal da arte surrealista, a inserção de um objeto/imagem em um cenário pouco comum).

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Suas coleções eram fantasiosas, inspirada no circo, fundo do mar, música, astrologia, etc, sendo a primeira estilista a criar a coleção temática, conceitual, a moda espetáculo.

Visionária e experimental, Elsa se mostrou a estilista protagonista no uso de cores fortes e não convencionais, adotando um tom de rosa como o seu rosa-choque, o “shocking”, que também foi o nome dado a seu perfume mais famoso.

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Vestiu grandes mulheres, como: Greta Garbo, Carole Lombard e Joan Crawford. Criou a manga pagode, os ombros largos e a cintura marcada (dominante na década de 30), o vestido envelope e principalmente as coleções temáticas.

Schiaparelli faleceu aos 83 anos, em 1973, em Paris, mas deixou um enorme legado. Franco Moschino, Karl Lagerfeld, Margiela, dentre outros, mostram que bebem dessa fonte e que devem muito a essa estilista que mudou a história da moda pela sua ousadia e excentricidade!

Un bacio a te, Elsa!

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70’s The Party!

por Nathália Biancalana

Olá, hots!

Quem estiver por Campinas e redondezas já tem programa garantido! Amanhã acontece a comemoração do meu aniversário e de dois amigos: Nina e Lapo!! Pensamos numa festa anos 70!! E é pra todo mundo ir a caráter heinn!

Pensando nisso, resolvi dar umas ideias de como ir vestidos etc!

Pra começar, vou esclarecer um pouco do que foi de fato os anos 1970!

Os anos 1970 foi um tempo de mudanças, de transformação, de profusão de cores, de ideias e manifestações, da rebelião de preconceitos, da exteriorização da paz e do amor e também do flower power, da liberdade da orientação sexual, da queda do soutien, do acontecimento do Woodstock (1969 na verdade ), do consumo do anticoncepcional e substâncias ilícitas e principalmente de um pensamento ULTRALIBERAL!

Falando na parte visual da história, os hippies acabaram dando as caras e mesmo sem querem estar na moda, fizeram moda! Eles se vestiam de forma livre, colorida e sempre querendo pregar e expressar a paz e o amor! Usavam tecidos naturais como algodão, lã e seda! Peças com um shape mais amplo, saias e vestidos soltos (muitas vezes longos), calça flare (na maioria das vezes jeans) entre outros! Os jovens dos anos 70, romperam aquela ideia de roupa para homem ou mulher, o jeans tornou-se uma peça unissex e o all star uma febre!

As franjas começaram a dar as caras, a jaqueta perfecto, o tie-dye, os lenços na cabeça, a plataforma, o black power, as flores nos cabelos e tudo com muita estampa de flor, a pantalona, o all star, os vestidos e saias soltas e longas, as estampas étnicas, as roupas de brechó, as batas, os óculos redondos, acessórios com penas, palha, madeira, cortiça, couro e prata!

PS.: Os homens podem usar camisetas tie-dye, óculos redondo, batas, all star, uma peruca black power, faixa no cabelo, jeans etc!

Os cabelos eram soltos, cacheados ou ondulados, o mais natural possível, geralmente as mulheres usavam com flores ou lenços! Os homens apostavam no black power! As maquiagens eram mais leves, a pele era bronzeada e iluminada, as bochechas coradas e os lábios brilhantes!

Fecho com as nossas verdadeiras inspirações:

Evento no facebook

Beeeeeeeeeija

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Reflexão da semana: Moda uma filosofia!

por Nathália Biancalana

Já escrevi diversas vezes sobre esse assunto: a moda e sua individualidade. Mas, juro que não me canso de escrever, porque as fontes são inesgotáveis, além de ser um assunto extremamente rico!

Já falei desse livro, Moda uma filosofia de Lars Svendsen por aqui, o quanto achei interessante etc! Um dos poucos livros que mostra a moda como conceito, diferente dos demais! Super vale a leitura!

Fonte: Livraria Cultura

Enfim, chega de blá blá blá e vamos direto ao ponto, ou melhor, à citação! Ahahaha

“É preciso enfatizar, contudo, que uma pessoa não estará completamente na moda se a seguir excessivamente bem. Um toque de gosto pessoal deveria também ser sugerido, mediante, por exemplo, a combinação de duas peças de uma maneira especial. A moda será sempre encontrada no interespaço entre o individual e o conformista. Para que algo seja considerado moda, tanto a conformidade quanto a individualidade devem ser levadas em conta. A individualidade só significativa contra um pano de fundo de conformidade. A moda é sempre uma solução de compromisso entre essas duas coisas, como Simmel ressaltou há muito tempo. Se houver individualidade demais, ela perde seu apelo, porque deixa de funcionar de maneira distintiva, e está morta como moda. Numa época como a nossa, em que as normas se ampliaram consideravelmente e muitas delas correm em paralelo, é mais difícil expressar individualidade, precisamente por haver tanto espaço para grandes variações”. 

Para se pensar…

Bacione

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Olá, hots!

Recentemente, postei na Fan Page do blog, uma foto da exposição da Balenciaga e Comme des Garçons, que eu fui no Museu Galliera em Paris e, senti que aticei a curiosidade alheia ahahaha!! O post demorou, mas saiu!!

Quem estiver em Paris, juro que não pode deixar de ir!! O Museu Galliera foi aberto em 1977 e fechado em 2009!! Reinaugurou esse ano com essas duas exposições fantásticas!

1- Cristobal Balenciaga, Fashion Collection: Essa exposição, é uma verdadeira homenagem aos 40 anos de morte de Balenciaga e, conta a história da Maison com mais de 70 peças, que datam dos anos 1937 até 1967.

 

2- Comme des Garçons, White Drama: A estilista Rei Kawakubo, exibe todos os looks do desfile verão 2012 da marca. Branco com Drama e modelos quase monocromáticas, amplia as grandes etapas da vida: nascimento, casamento, morte e transcendência.

A exposição fica em cartaz até o dia 7 de Outubro! O ingresso para os dois eventos, se eu não me engano, sai por € 6,00!!

Les Docks – cité de la Mode et du Design

34 quai d’Austerlitz

75013 Paris

01 76 77 25 30

Para maiores informações, é só clicar aqui.

E aí o que acharam?!?

Bacione

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Salut!

Já tinha comentado com vocês sobre a exposição que eu fui, no Museu da Moda, em Paris!! Louis Vuitton e Marc Jacobs! Fantááástica, juro que fiquei emocionada!

A exposição contava a história de duas grandes personalidades: Louis Vuitton, fundador da Maison em 1854 e Marc Jacobs, diretor artístico à frente da grife, desde de 1997. Dois grandes criadores e inovadores, cada um no seu tempo! As duas histórias paralelas, aguçaram e muito minha visão sobre a moda, a sua história, a indústria e sua globalização!

A exposição foi dívida em dois pisos, cada um dedicado a um dos criadores!

Me apaixonei por tantas coisas… A começar pelas referências de Marc Jacobs, juro que me identifiquei!! Mágico de Óz é meu filme preferido desde que me conheço por gente!! Acho que comecei a gostar de moda com esse filme, sempre desejei os sapatinhos vermelhos da Dorothy! Aliás, minha cachorra chamava-se Dorothy e meu cachorro Ginger de Óz! Ahahaha vícios!!

As bolsas queridinhas:

A cinza é da nova coleção outono/inverno 2013!! A branca é dessa coleção de verão!! As minhas preferidas foram as últimas, clutch vermelha e essa malinha preta!

Algumas fotos das exposições:

Louis Vuitton

Marc Jacobs

Incrível, não?!? De tirar o fôlego!!

Quem estiver em Paris, não pode deixar de ir!! A exposição vai até o dia 16 de Setembro, no Museu da Moda!

Bacione

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Auguri per te- Yves Saint Laurent!!

por Nathália Biancalana

E hoje, Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent estaria completando 76 anos de idade! E, para os amantes da moda, é impossível pensar e não sentir saudade, de um dos nomes mais importantes da alta costura do século XX.

“Não deve haver apego às modas, nem acreditar muito nelas. Isto é, não se deve deixar dominar por elas. É preciso olhar cada moda com humor, superá-la, acreditar suficientemente nela para dar a impressão de vivê-la, mas não demasiadamente, para poder conservar a liberdade”.

“Nada é mais belo que um corpo nu. As roupas mais belas que uma mulher pode vestir são os braços do homem que ama. Mas para as que não tiveram a sorte de encontrar essa felicidade, aqui estou eu”.

 

Bacione

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Reflexão da semana: Os sentidos da moda!

por Nathália Biancalana

Ontem, fui ao Fran’s Café com um amigo super entendedor desse universo da moda, diga-se de passagem, e entramos no assunto “individualidade”, o quanto ela está perdida na sociedade atual! As pessoas compram algo, não porque gostaram, porque tem a ver com o seu estilo próprio, suas preferências pessoais, mas sim, porque a “massa” usa e eles acham isso cool!

Fiquei com isso na cabeça e lembrei de um livro que eu li, há um bom tempo, que abordava o assunto! Chama-se “Os sentidos da moda” da Renata Pitombo Cidreira. Um livro fantástico, que relaciona a moda com arte, comunicação e consumo!

Fonte: Livraria Cultura 

Achei relevante postar um trecho para vocês! Olhem só:

“Pode-se perceber que a parceria entre moda e individualismo gera uma forte preocupação do homem com sua imagem; um investimento de si, uma auto-observação estética sem nenhum precedente. A moda instiga, ao mesmo tempo, o prazer de ver e o de ser visto, de exibir-se ao olhar do Outro e do Mundo. Ao que parece, portanto, a moda se constitui em um vetor de individualização narcísica, elemento de culto estético do “eu”. Oferece-se, nesse sentido, como luva perfeita para aquele que deseja a diferença e o inédito na instância da aparência, marcando, assim, uma “aparição”  individual, própria, personalizada.”

 

Para se pensar e nos encontrarmos!!

Bacio

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